Comportamento Verbal – Parte 1
Esse é um guest post por Alessandro Vieira, Analista do Comportamento e Game Designer autor do blog Olhar Comportamental, também acessível através dos nossos links recomendados ao lado. A meu pedido, ele aceitou escrever posts sobre o que é o compormento verbal para a Análise do Comportamento. Esta é a primeira parte.
“Somos eu muitos”: Múltiplas competências línguísticas
Ao decorrer da vida de um falante de linguagens humanas (namely, praticamente todos os humanos), são encontrados diversos contextos diferente dentro dos quais a língua sofre uma metamorfose que a torna irreconhecível. Comparar um editorial com uma conversa de amigos, com a sua forma de falar com sua mãe, com seu pai. Situações diferentes exigem recursos linguísticos, vocabulário, construções, sutilezas diferentes. A Linguística estuda isso como as várias formas de discurso. Eu falarei sobre isso do ponto de vista do condicionamento operante, como proposto pelo psicólogo B. F. Skinner, do processo de discriminação/generalização de estímulos e da perspectiva do estudante de línguas estrangeiras.
O Uso de Diacríticos no Inglês
É comumente dito que o inglês não possui acentos. Isso é falso. Se não considerarmos palavras de origem estrangeira (como o francês), o inglês possui dois acentos:
Trema (diaeresis): Indica, consonante com seu nome, diérese. Diérese (do grego διαίρεσις, διαιρεῖν (diairein), dividir) é a divisão de duas vogais adjacentes em duas sílabas. O termo é usado quando quando um típico ditongo é pronunciado como hiato. Em inglês a diérese ocorre em palavras como coöperation e aërate.
Acento grave: Usado nos finais -ed para indicar que eles devem ser pronunciados. Agèd, por exemplo, é pronunciado como duas sílabas quando assim acentuado, ao invés de apenas uma. Era muito usado por poetas em tempos idos para fins métricos.
Mas vale lembrar que ambos os acentos caíram em desuso. Normativamente falando, tanto a omissão quanto a inclusão são aceitáveis.
Agradecimentos à minha grande amiga e professora Fernanda pela definição de diérese.
por Satoshi Hayazaki
A Psicologia Behaviorista: Conceitos Básicos & Princípios da Aquisição de Linguagem
Começo aqui a minha contribuição como estudante de Psicologia. Meu objetivo é mostrar como a psicologia comportamental enxerga a linguagem e sua aquisição. Para isso começo essa série de postagens que devem cobrir desde os conceitos básicos do comportamentalismo até o importante comportamento verbal que é o foco desse blog.
O que é Etimologia?
A língua é um vestido coberto de remendos feitos com o seu próprio tecido.” – Ferdinand de Saussure
A Etimologia (do grego ἐτυμολογία, etimol.: etymon+logia – “o estudo do significado real”) é o ramo da linguística que estuda a origem e evolução das palavras, utilizando a comparação entre línguas correlatas para se estabelecer o histórico evolutivo de um determinado vocábulo. O estudo etimológico de uma palavra pode revelar não apenas sua forma original, mas também a diferença semântica (apesar de se tratar de um campo distinto) em suas diferentes utilizações através do tempo. Podemos exemplificar o desenvolvimento semântico e etimológico analisando a palavra inglesa wicked (do inglês antigo wikke – adjetivação de wicca), com significado original “bruxo”, “mago” que, graças a acontecimentos concernentes à palavra e à cultura do povo, tem no uso corrente o significado “ruim”, “maldoso”, além de outra forma que manteve seu significado original, witch - O que ilustra de forma bem objetiva a importância do estudo das palavras, tanto em Semântica quanto em Etimologia, para a compreensão da utilização e desenvolvimento das palavras e seus significados.
por Rond.
Introdução
Esse blogue surgiu de uma ideia insone e um tanto quanto velha. E logo após tê-la, lembrei-me do Pylsa, e o convidei a criá-lo, para termos onde publicar nossas ideias e observações sobre línguas e culturas estrangeiras. Falaremos aqui de aspectos culturais e linguísticos e faremos também comparações, além de citar estudos e curiosidades sobre a polissemia cultural que nos rodeia e que muitas vezes é friamente ignorada. [Acrescentarei mais coisas aqui depois, a propósito. A finalidade deste é apenas ilustrativa.
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[Pylsa aqui] Eu sempre quis fazer um blog assim, à medida que meu interesse pelas línguas crescia. Agora, pela iniciativa do ÚNICO ipatinguense REALMENTE languagefreak que eu conheço, a idéia se realizou, e cá estou pra fazer parte dela. Já digo que línguas têm tantos detalhes interessantes que talvez até seja difícil escolher um tema pra um post ou outro. “Rond, vamos falar de diacríticos? Melhor, de declinações!”, “Ah, Pylsa, talvez poderia ser sobre linguagem e lógica…”. Qualquer que seja o tema, esperamos que apreciem!
[Satoshi]: Fui convidado a participar desse blogue pelo Rond. Não tenho qualquer background em linguística mas pretendo trazer contribuições e diálogos com minha área: a Psicologia. Em específico, a Análise do comportamento. Também possivelmente escreverei sobre inglês, no qual sou fluente; japonês, que estudo e finlandês, que gosto bastante e pretendo aprender após japonês. Falarei sobre fenômenos linguísticos à luz da Análise do Comportamento, métodos de estudo, curiosidades, talvez gramática… Quem sabe o que o futuro reserva?